PREFEITURA MUNICIPAL DE CANGUARETAMA - PALÁCIO OCTÁVIO LIMA
RUA Dr. PEDRO VELHO, 252, CANGUARETAMA - RN,
59190-000
O Palácio Octávio Lima foi reformado e reinaugurado em 16 de abril de abril de 2011.
Esse majestoso prédio foi construído há um século por Fabrício Maranhão para
ser sua residência na cidade. Naquela época não bastava mais a casa grande da
fazenda, os proprietários de terra buscavam o prestígio social ostentando uma
casa na rua.
Do mesmo modo que os senhores de terra construíram seus sobrados, os escravos
libertos passavam a morar em mocambos nas periferias, como era o caso da rua do
Quadro. Foi nesse período que surgiram construções imponentes no centro
Canguaretama. São prédios que podem ser vistos até hoje: a Igreja Matriz, o
Mercado Público, o casarão da família Gomes e o prédio do Restaurante Popular.
No início do século essas construções caracterizavam a arquitetura do centro da
cidade. Todos esses prédios possuem características arquitetônicas
neoclássicas. Esse era o estilo em moda no início do século 20 e o coronel
Fabrício caprichou para mostrar o poder que possuía.
Ele foi prefeito de Canguaretama no período ininterrupto de 20 anos, entre 1893
e 1913. Teria erguido o prédio para ser também a sede do governo estadual. Como
não foi aceito que governasse a partir de Canguaretama, teria desistido de ser
o candidato em 1913.
Depois da morte de Fabrício Maranhão, em 1924, a família Araújo Lima comprou
suas posses, em 1929. Veio, então, Otávio de Araújo Lima, de Goianinha, morar
em Canguaretama, onde fez carreira política.
Depois da morte de Octávio Lima, por volta de 1950, sua residência ficou
abandonada e foi colocada à venda por um longo período até que o poder público
municipal, através do prefeito João Gomes de Torres, comprou o prédio e o
incorporou ao patrimônio municipal.
Bem que se poderia pensar, agora, em retificando o nome para “Palácio Fabrício
Maranhão”. Não diminuiria a importância de Octávio Lima que Octávio Lima teve
na sociedade canguaretamense, mas seria uma forma de fazer justiça ao coronel
Fabrício Maranhão, soberano na política local como um velho e inesquecível
monarca.
FONTE –
HISTÓRIA DE CANGUARETAMA
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